Um dos autores mais importantes dentro do universo low carb é o Gary Taubes. Ele é um jornalista que escreve para a Science Magazine e vários outros grandes veículos americanos, e escreveu um livro fantástico chamado Why we get fat – And what to do about it (Porque engordamos e o que fazer a respeito disso) dedicado a derrubar a sabedoria convencional que existe sobre o que é necessário fazer para emagrecer.

Abaixo um trecho do livro traduzido, que é bem importante para reflexão:

Se engordamos da maneira que as autoridades médicas recomendam que não aconteça, e se procurarmos um médico por qualquer motivo, provavelmente o médico vai sugerir que façamos alguma coisa a respeito. Obesidade e sobrepeso, o médico vai falar, estão associados com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, derrames, diabetes, câncer, demência e asma. Seremos instruídos a nos exercitarmos com regularidade, e entrar numa dieta e comermos menos, embora o desejo de comer menos e nos exercitar mais nunca tenha passado por nossas cabeças. Mais do que em qualquer outra doença, no caso da obesidade o médico é chamado apenas para fazer um truque, convencer o paciente a FAZER alguma coisa – parar de comer – depois de estar comprovado que ele não pode fazer isso.

Não é que os médicos de hoje em dia não se preocupem com os pacientes. Eles apenas acreditam em um sistema com falhas – um paradigma – que estipula que a razão pela qual engordamos é óbvia e irrefutável, assim como a cura. Nós engordamos, os médicos dizem, porque comemos demais e nos mexemos de menos, então a cura é fazer o contrário disso.

Podemos chamar isso de paradigma calorias ingeridas x calorias gastas ou paradigma do equilíbrio energético, para usar um termo mais técnico. A causa fundamental da obesidade, como diz a Organização Mundial de Saúde, é “o desequilíbrio energético entre as calorias consumidas de um lado, e as calorias gastas de outro”. Nós engordamos quando ingerimos mais calorias do que gastamos e emagrecemos quando gastamos mais do que ingerimos. Comida é energia, e a energia é medida em calorias. Então, se ingerimos mais calorias do que gastamos, engordamos, e se ingerimos menos, emagrecemos.

Essa maneira de pensar sobre o nosso peso está tão enraizada e é tão disseminada que é virtualmente impossível hoje em dia não acreditar nela. Mesmo se tivermos muitas evidências do contrário – não importa quanto tempo das nossas vidas tenhamos passado conscientemente tentando comer menos e nos exercitarmos mais sem sucesso – é mais provável que questionemos o nosso próprio julgamento e e a nossa força de vontade do que essa noção de que a gordura que acumulamos é determinada pela quantidade de calorias consumidas x gastas.

Em especial essa última parte fecha muito com a minha história alternando momentos emagrecendo e momentos engordando. Eu sempre pensei “poxa, eu sou tão agilizada e esperta com tudo na vida, por que não consigo manter um peso saudável?” e isso me incomodava muito! Hoje volta e meia alguém comenta comigo que admira a minha força de vontade em estar tanto tempo restringindo carboidratos. Nessas horas eu penso em quanto a força de vontade é sim um elemento importante, mas só ela não basta – não no meu caso – porque uma hora a motivação de contar calorias e comer menos baixa, você come demais e acaba engordando.

Eu comprovei, usando o meu próprio corpo como laboratório, que é possível emagrecer e manter um peso comendo os alimentos certos, com um nível de atividade física baixo (hoje que estou no peso certo tenho malhado mais, mas durante o emagrecimento era pouco mesmo).

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