[Comer Emocional] O aprendizado mais importante que tive ao mudar minha alimentação – e foi a ficha que mais demorou a cair – é sobre a importância que as nossas emoções têm na nossa alimentação.

Se você refletir, vai perceber que lidar com as emoções comendo é algo que está bem enraizado na nossa cultura…

Pense…

No pirulito que o médico dá para a criança que se comporta na consulta.

No sorvete comido direto do pote em frente à TV quando acaba um relacionamento.

Na avó que prepara toneladas de comida para a visita dos netos.

Na cerveja merecida depois de um dia de trabalho estressante…

Também tem aquelas situações em que não estamos nos sentindo bem com a gente mesmo, e comer coisas que sabemos que não são saudáveis acaba funcionando como uma forma de se punir.

E quem faz low carb e perde peso? Será que só porque conquistou o emagrecimento vai conquistar automaticamente uma mentalidade que não lida com as emoções através da comida?

Não mesmo! A maioria das pessoas supervaloriza os aspectos mais técnicos da dieta, como a divisão dos macronutrientes, as quantidades, os cardápios… E esquece de olhar para o emocional e de aprender a trabalhar com as suas emoções para conquistar hábitos de alimentação saudável.

Não que seja possível acabar totalmente com a questão do comer emocional, mas é possível ganhar consciência, analisar o que acontece e criar autonomia nesse processo. No fim, emagrecer e manter o peso sob controle é muito mais sobre isso do que sobre os detalhes na dieta.

Você já se pegou comendo para afogar mágoas? Para tentar esquecer algum assunto que não sai da sua cabeça? Ou por causa de ansiedade, rejeição, tristeza, tédio ou vontade de procrastinar uma tarefa importante?

Quando você come por motivos que não a fome, são grandes as chances de estar lutando contra os seus sentimentos usando a comida como arma, que é o que chamamos de comer emocional.

Como a maioria dos seres humanos, a minha alimentação também é influenciada pela maneira como eu me sinto. É difícil acabar totalmente com o comer emocional, mas é totalmente possível criar estratégias para lidar com essa questão sem prejudicar sua saúde no longo prazo.

Nesses 5 anos mantendo o peso sob controle com a alimentação low carb, eu percebi que existem certas verdades sobre a comida e as emoções, e o fato de eu ter aprendido a lidar com essas verdades é grande parte do motivo pelo qual eu sigo firme e forte divulgando esse estilo de vida.

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Comer Emocional 1#

 

Com a era das redes sociais só estamos em contato com os momentos felizes das pessoas e isso pode passar a impressão de que só a gente tem momentos não tão felizes.

Se blinde contra essa ilusão!

Expresse seus sentimentos, nem que seja na frente do espelho pra você mas, como diz o Menudo (será que entreguei minha idade?), não se reprima!

Você não tem nenhum compromisso com a perfeição!

Aceite que você terá dias ruins – é assim com todo mundo, mesmo com a pessoa mais linda e rica do mundo.

Você tem o direito de se sentir mal e colocar isso pra fora sem se esconder na comida.

 

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Comer Emocional 2#

 

O primeiro passo para aprender a lidar com o comer emocional é ganhar consciência de como ele se manifesta em você.

Aprenda distinguir o que é fome (sinal fisiológico), do que é vontade de comer (algo que você gosta, mas não come há tempos) e o que é comer emocional (comer para aliviar sentimentos).

Quando sentir que está comendo por algum motivo que não é fome, pare e analise seus sentimentos: será tédio, ansiedade, tristeza, rejeição, procrastinação?

De onde esse sentimento está vindo? Existe alguma realidade que você está precisando enfrentar mas não tem coragem?

O que você vai de fato fazer a respeito disso? Não vale comer! Comer é só um conforto temporário.

Outra parte importante desse processo de ganho de consciência é transformar os erros em aprendizado – e essa mentalidade vale pra vida.

Em vez de jogar tudo pro alto a cada escorregada, mentalize e perceba como lutar contra os sentimentos com comida é improdutivo e planeje estratégias reais e efetivas para lidar com as suas angústias. Não vai ser fácil. Alguém disse que seria?

 

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Quem acompanha o meu trabalho sabe que eu falo bastante sobre o poder do hábito, e não é à toa.

Os hábitos são como instruções que o nosso cérebro grava, e que executamos sem pensar, como buscar algo para mastigar quando nos sentimos com tédio.

Não permita que o comer vire algo automático para você! Conheça bem os seus gatilhos, os sentimentos ou situações que fazem você procurar conforto na comida com mais frequência.

Vou compartilhar uma intimidade com você: o meu principal gatilho para o comer emocional é a procrastinação!

Quando tenho algo difícil para fazer, eu acabo comendo muito mais do que o normal. Procuro sempre comer low carb, mas fica evidente que estou comendo só pra enrolar.

Muitos anos de experiência não significam que não vou mais sentir vontade de comer algo totalmente fora do que eu planejei para afogar as mágoas – a única diferença é que hoje eu consigo perceber e falar pra mim mesma: “isso não vai resolver nada!”

Uma dica é encontrar comidas low carb que você coma se lambuzando.

No meu caso é um bife imenso de uma churrascaria aqui na cidade, acompanhado de uma salada de alface, tomate e cebola bem temperada.

Aquela refeição não resolve os problemas, mas sem dúvida ajuda a enfrentar melhor a situação.

 

 

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A gente vem de décadas lendo revistas femininas que mostram modelos magérrimas retocadas com photoshop, como se isso fosse um padrão que devemos seguir.

Então não é fácil, mas é essencial para superar isso tirar o foco da estética e do corpo perfeito e coloca na saúde e no bem estar.

Você também precisa ter muito atenção com o seus diálogos com você mesma. Você se deprecia? As coisas que você fala pra você, diria para uma pessoa que é sua amiga? Se não, por que se tratar com tanta crueldade? Experimente se perdoar e seguir em frente.

Uma ideia que eu adoro é a dos rituais pessoais de cura. São pequenos ou grandes gestos que você sabe que vão te agradar (fora a comida!).

Por exemplo: se você está buscando emprego e passando por vários processos seletivos, pode precisar encarar a rejeição de frente.

Crie um ritual que inclui algo que você adora, como tomar um banho caprichado escutando músicas felizes, passar um hidratante, pintar as unhas.

 

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Quando a gente começa e vai pegando gosto por low carb, é natural passar a ver nos carboidratos um inimigo mortal a ser combatido, mas é preciso dosar essa atitude para não acabar deixando o seu projeto de emagrecimento ir por água abaixo!

Nós não somos perfeitos e, muitas vezes, o que é proibido pelo simples fato de ser proibido acaba se tornando mais gostoso e tentador.

Para não viver numa mentalidade de eterna privação, planeje exceções se você acha que precisa delas.

Porém é muito importante passar um tempo sem as comidas que você acha que não pode viver sem, só para perceber o quanto disso é a força do hábito e o quanto é realmente adorar aquela comida! E, depois, fazer do consumo desses alimentos algo eventual quando você já estiver mais próximo do seu peso alvo.

É preciso saber fazer escolhas. Tem algumas comidas lotadas de carbo que eu continuo gostando muito, mas não gosto de como aquela comida me faz sentir e dos sintomas que ela provoca no meu corpo.

Para quem tem um propósito firme de conquistar uma alimentação saudável e sabe pensar a longo prazo, fica mais fácil dizer não sem sofrimento.

Você pode continuar apreciando as comidas com mais carboidratos, só que em doses que façam jus ao seu nível de tolerância que, infelizmente, podem ser bem baixos (meu caso!).

 

Sei que essas verdades podem ser duras em um primeiro momento, mas refletir sobre elas com certeza vai te fazer realinhar seus objetivos e seguir firme.

Espero que, agora, você entenda melhor sobre o comer emocional e como contorná-lo da melhor maneira.

Gostou do conteúdo e quer mais artigos sobre isso? Tem outros assuntos relacionados que queria que eu falasse? Me avisa nos comentários! Assim consigo manter o Vida Low Carb do jeitinho que você gosta e quer.

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