Dieta Low Carb Funciona? – Quando algo foge do senso comum é realmente difícil dar o braço a torcer, abrindo mão de crenças que nos acompanham há décadas.

Porém um número cada vez maior de pesquisas científicas comprovam que a alimentação low carb é mais eficiente para emagrecimento do que as dietas de restrição calórica, fica difícil negar as evidências.

Mas ainda circulam por aí mitos que precisam ser quebrados para mostrar que a dieta low carb funciona bem e é uma ótima estratégia de controle do peso no longo prazo. Nesse artigo eu listo os 10 mitos mais comuns sobre a dieta Low Carb:

 

É difícil se manter em dietas Low Carb

Muitos acreditam que excluir alguns tipos de alimentos que uma alimentação Low Carb restringe é extremo e insustentável. Aqui, faço uma pausa dramática para refletir: mas qual estratégia alimentar não faz isso?

Sempre fiz dietas e, ao longo dos anos, restringi muitos alimentos: doces, frituras, laticínios e assim por diante… isso quando não se tratava de comer SÓ um tipo de alimento (loucura total!).

Se emagreci? A curto prazo, talvez… mas estava sempre com fome e querendo matar o primeiro que aparecesse pela frente!

Consumindo gorduras naturais, proteínas e poucos carboidratos pude sentir mudanças a longo prazo, podendo comer até estar saciada e, o melhor de tudo, sem fome enquanto alcançava meu objetivo de peso.

E outra coisa: fazer low carb não quer dizer que você nunca mais vai comer algumas coisas que gosta e que são ricas em carboidratos. Com a estratégia certa você pode continuar comendo comidinhas que ama sem perder o controle do seu peso – nesse artigo explico como lidar com as saídas da dieta sem prejudicar o emagrecimento.

 

Dietas Low Carb excluem grupos alimentares essenciais em qualquer dieta

Para se ter todos os benefícios de uma alimentação Low Carb é importante, sim, excluir alguns alimentos. Em especial os ricos em açúcar e amido, normalmente processados.

Grãos, legumes e frutas mais doces também entram nessa, geralmente na fase de perda de peso e para quem quer se manter em cetose.

Se formos ver, os homens passaram a consumir coisas como os grãos há cerca de 10 mil anos atrás, o que é pouco tempo considerando que o homem surgiu por volta de 300 mil anos atrás.

Com certeza, antes disso, ele se alimentava de outra forma que não com esse tipo de alimento. E, vejam só, evoluímos!

Sobre os alimentos ricos em açúcar, não há o que se comentar: não tem nutrientes neles que não se encontre em produtos animais ou vegetais. E a variedade de vegetais é enorme!

Lembrando que Low Carb significa baixo carboidrato e não ZERO, o que significa que dá pra se alimentar muito bem comendo poucos carbos.

 

 

Dietas Low Carb levam ao estado de cetose, o que é prejudicial à saúde

Muita gente confunde o estado de cetose ao da cetoacidose. Ambas condições são relacionadas ao metabolismo e ao açúcar no sangue, mas só nisso se parecem.

Enquanto a cetose ocorre na maioria das pessoas, tornando a gordura o combustível principal do corpo ao invés do carboidrato, a cetoacidose é perigosa porque acontece com quem tem diabetes e, consequentemente, não produz insulina.

A produção de corpos cetônicos pode aumentar absurdamente em diabéticos (do tipo I, em especial), gerando a cetoacidose, porque o corpo não consegue metabolizar todo o açúcar que é acumulado e tenta equilibrar isso criando mais e mais cetonas.

Esse estado, sim, pode levar ao coma e até mesmo à morte de uma pessoa com o problema citado acima, diferente da cetose para as demais, que auxilia na perda de peso e saúde.

 

Low Carb é rica em gorduras saturadas e, por isso, são perigosas

Já falei bastante sobre essa ideia aqui, mas é sempre bom frisar que a demonização da gordura natural dos alimentos não tem nenhum cabimento.

Comer carne e ovos pode, sim, aumentar os níveis de colesterol para algumas pessoas com tendência a ter colesterol mais elevado, mas isso não será uma indicação para problemas cardíacos e afins, como muitos apontam. Sugiro à todos lerem os artigos do Dr. Souto relacionados ao assunto, são extremamente esclarecedores. (1)

Gorduras saturadas aumentam os níveis de HDL (colesterol bom) e, no final das contas, servem como combustível para o corpo (no lugar dos carboidratos), além de nos deixarem mais saciados. Além disso o nosso corpo produz o colesterol de forma natural, quando comemos alimentos com mais colesterol o corpo se equilibra produzindo menos.

 

Dietas Low Carb não são seguras a longo prazo

Muita gente acredita que é perigoso manter uma alimentação baixa em carboidratos a longo prazo por não haver provas e estudos com relação à isso.

Mas há sim estudos como este aqui que analisou a alimentação low carb por pelo menos dois anos e não notou efeitos nocivos, bem pelo contrário!

Além deles, vemos populações que viveram e continuam a viver com poucos carboidratos na dieta em várias partes do mundo, como os esquimós que se alimentam de poucos vegetais, incomuns na região. Estão todos bem e saudáveis, então porquê temer comer alimentos de verdade, sem tanto processamento e com boas gorduras?

E depois, não precisa ficar em cetose para o resto da vida: à medida em que o resultado vai aparecendo, você ajusta o seu consumo de carboidratos, sendo que não é obrigatório estar em cetose para emagrecer.

 

 

A maior parte da perda de peso em uma dieta Low Carb é da retenção de líquidos

É verdade que nas primeiras semanas da mudança na alimentação haja perda de peso pela retenção de líquidos.

O glicogênio armazenado nos músculos e no fígado baixa e, com ele, a água que costuma estar ali, mas depois dessa perda inicial o que é perdido se trata de gordura corporal, tão e somente.

É possível comprovar essa informação em estudos como esse e este aqui, que comprovam a perda de gordura corporal, especialmente a abdominal (xô, pochetinha!).

Dietas Low Carb levam à deficiência de nutrientes essenciais

Perdi a conta das vezes que vieram com esse papinho pra cima de mim. Ele normalmente vem de pessoas que acham que low carb se resume a ovos e bacon…

Bem, low carb é muito mais do que ovos e bacon, com variedade de vegetais, proteínas e boas gorduras, e o fato de restringir farináceos e açúcares não muda em nada isso! Eu sem dúvida como muito mais vegetais do que comia antes de começar low carb, e olha que eu já comia uma boa quantidade.

Ou você acha que comer um monte de grãos faz um bem danado para o corpo? A maioria deles é rico em ácido fítico, que dificulta a absorção de ferro, cálcio e zinco na dieta.

 

Dietas Low Carb não suprem a quantidade de carboidratos que precisamos para o cérebro funcionar

Muitos acreditam que o cérebro humano só tem combustível ao consumir glicose. Por isso, assumem que a quantidade de carboidratos que normalmente se consome na dieta low carb é pouca para suprir o funcionamento cerebral.

Bem, nosso cérebro realmente precisa de glicose para funcionar, mas não da maneira que acham ser necessária, já que nosso corpo produz glicose mesmo quando não há ingestão de carboidratos.

Ou seja, mesmo em dietas com restrição total de carboidratos o corpo consegue manter a produção de glicose transformando as proteínas e gorduras em glicose por meio da gliconeogênese. É importante lembrar que não é necessário zerar o consumo dos carboidratos, e sim restringi-lo. A restrição é maior apenas quando se tem mais peso a perder.

 

Dietas Low Carb aumentam os riscos de problemas cardíacos

Já tratei desse assunto aqui, mas sempre é bom falar sobre isso. Se não houvessem comprovações científicas, até entenderia o estardalhaço com relação à isso, mas não é o caso.

Depois de todos esses anos em que a indústria alimentícia demonizou a gordura como a grande vilã, nada mais libertador que a ciência passar a comprovar o que nossos avós e bisavós, que comiam banha sem preocupações no café da manhã, já sabiam.

A comparação de dietas com mais ou menos gorduras no cardápio não deixa mentir: dietas low carb aumentam o HDL (colesterol bom), reduzem a gordura corporal e com certeza não tem relação com o aumento de doenças cardiovasculares.

 

Não há comprovações de que uma Dieta Low Carb funcione

Com certeza quem acredita nisso nunca leu alguma coisa do que Mark Sisson ou mesmo o doutor José Carlos Souto publicou. Tudo baseado em fatos científicos, com estudos sérios por trás.

Concordaria com essa afirmação se as comprovações viessem das redes sociais ou de achismos, mas falo com a maior tranquilidade do mundo que não é este o caso.

Comer bem e emagrecer de forma saudável sem passar fome? A ciência comprova! (2, 3, 4)

 

Gostou de desvendar todos esses mitos? Lembra de mais algum que não citei? Conta pra mim nos comentários!

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